| Abstract: | Esta dissertação apresenta um estudo sobre jovens privados de liberdade da Fundação do Bem-Estar do Menor de São Paulo (Febem) que através da arte - rap, break, grafite - falam de seu universo: a vida na periferia, o contexto em que buscam identificar-se com uma cultura juvenil constituída de estilos, estéticas, consumo. Através das letras de rap revelam os impasses da vida, a privação de liberdade onde o poder da cultura institucional penetra em seus corpos, gestos, afetos, movimentos; deixam entrever seus sonhos, fantasias, expectativas para a vida em liberdade. Por outro lado, o conhecimento da experiência colombiana de reeducação de jovens em conflito com a lei foi revelador porque lá os desafios da guerra estão postos claramente, seus atores identificados e a sociedade mobilizada para criar outros mecanismos além da internação. Através desses universos, São Paulo e Medellín, foi possível identificar como os jovens se movem para criar suas identidades culturais com as marcas locais, nacionais e internacionais e como a sua inserção social pode se concretizar, mais pelo contato com seus locais de moradia, com os grupos musicais e artísticos com os quais se identificam, do que com técnicas pedagógicas com privação de liberdade. |