Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/123456789/523
Título: Educação popular, educação do campo e multiterritorialidade do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - estudo de caso do assentamento Unidos de Santa Bárbara - Sítios Novos - Caucaia-Ceará
Autor(es): SOUZA, José Ribamar Furtado de
CASTRO JUNIOR, Jose Lima de
Palavras-chave: EDUCAÇÃO NO CAMPO;EDUCAÇÃO POPULAR;MULTITERRITORIALIDADE
Data do documento: 2005
Editor: Universidade Federal do Ceará. Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Resumo: O envolvimento com o tema e a constatação de insuficientes aprofundamentos teórico-metodológicos de profissionais, pesquisadores, assentados e militantes da Reforma Agrária, que separam educação e territórios, acoplando a isso falsas dicotomias – história e geografia, teoria e prática, local e global – no contexto de resistências, lutas e alternativas a mundialização, é o ponto de partida para estudar a relação entre Educação Popular, Educação do Campo e Multiterritorialidade do MST. Tendo como unidade de aprofundamento o Assentamento Santa Bárbara, no Ceará, o percurso metodológico do trabalho, de cunho qualitativo e etnográfico, dá voz aos sujeitos e reconstitui historicamente o processo de produção de saberes. Discute a Educação do Campo como espaço para a reforma agrária e os territórios que são lugar de ação e poder na transformação do cotidiano dos Sem Terra, que se dá com a multiterritorialidade popular. Apresenta limites teóricos a partir do cotidiano, destacando a educação popular, educação do campo e multiterritorialidade do MST. Dá curso ao trabalho mostrando como ocorre a construção de saberes, que vai da espontaneidade à racionalidade, com os atores aprofundando e “amplificando” territorialidades, exercendo papéis para construir territórios, e identidades, e o MST, como sujeito de sua multiterritorialização. Mostra outra face dos saberes espontâneos, que é de desterritorialização e de territorialização, com uma cartografia, um desenho da multiterritorialização, as estratégias realizadas pelos assentados satisfazendo necessidades, e o ponto de pauta ou a montagem de pautas, como aprendizado pela participação. O início da produção do saber racional mostra a presença da educação, que convive entre manter subalternidade e edificar o poder popular, ao mesmo tempo em que são erguidos aprendizados que amplificam do MST no Ceará, no Brasil e no Mundo. Conclui fazendo a reflexão, Multiterritorialização Popular: como, onde e para quê? Retornando ao problema investigativo levantando implicações práticas, desmistificando a dicotomia teoria e prática, como uma contribuição para a academia. Seguindo com lições dadas pelo MST, realçando implicações para as políticas públicas e, finalmente, levantando pontos quanto à pesquisa, salientando limitações teóricas e metodológicas, junto das dificuldades do processo formativo do pesquisador, bem como, ainda, aspectos destacáveis e idéias para o futuro.
Descrição: Biblioteca Humanidades UFC
URI: http://www.bdae.org.br/dspace/handle/123456789/523
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