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Title: Mangal e Barro vermelho
Authors: OLIVEIRA, Sandra Nivia Soares de
MATTOS, Wilson Roberto de
Keywords: NEGROS
QUILOMBOS
QUILOMBOLAS
IDENTIDADE NEGRA
Issue Date: 2006
Publisher: Universidade do Estado da Bahia. Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade
Citation: OLIVEIRA, Sandra Nivia Soares de. Mangal e Barro vermelho. 2006. 186f. Dissertação (Mestrado em Educação)Universidade do Estado da Bahia. Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade. 2006. Salvador. Orientador(a): Wilson Roberto de Mattos.
Abstract: A educação só acontece em espaços de atuação do homem. Portanto, são espaços de educação a rua e a casa, a igreja e o terreiro, a escola e a vida fora da escola. Assim sendo, a educação formal e a informal são complementares na formação do indivíduo e, mesmo a escola se constituindo em locus importante de formação do sujeito ela não substitui outros modos e espaços construídos coletivamente pelos indivíduos, para se construírem e reconstruírem, A comunidade de Mangal Barro/Vermelho, situada Município de Sítio do Mato - BA reconhecida como remanescente de quilombo em 1998, procurou o DCHT do Campus XVII da Universidade do Estado da Bahia em Bom Jesus da Lapa, no ano de 2001, para solicitar a capacitação dos professores, todos oriundos do quilombo, para atuarem na escola de sa à 8a séries do Ensino Fundamental. A preocupação principal era que fossem designados pela Prefeitura Municipal de Sítio do Mato, para atuar na comunidade, professores sem qualquer relação com a mesma, contribuindo para a perda, por parte da comunidade, de seus marcos identitários de rural e remanescente de quilombos. Tal preocupação nos revela que em Mangal, percebe-se que a educação participa do processo de produção de crenças, idéias e práticas que podem educar para a libertação ou sujeição dos indivíduos, que pode formar ou deformar. A partir do trabalho junto à comunidade passou a ser objeto de minha curiosidade investigativa saber: Qual o significado atribuído por esta comunidade ao termo quilombola? Como se deu a construção dessa identidade tanto do ponto de vista individual quanto coletivo? Em que medida o reconhecimento influenciou na construção de um Eu quilombola? Que representação tem esta comunidade desse EU? Que papel é atribuído à escola na construção dessa identidade? Enfim, qual a contribuição dos processos formais e informais de educação na construção da referida identidade, ou seja quais são as práticas educativas que mediaram/mediam o individual e o coletivo na comunidade fazendo desta ímpar e original em seu modo de compreender e construir o mundo e a si mesma? O caminho metodológico a ser trilhado para o desenvolvimento da pesquisa tem sua referência na abordagem qualitativa, com base nos estudos etnográficos, pois serão consideradas as características culturais do grupo, suas experiências, sua simbologia, enfim sua produção cultural e os significados a ela atribuídos. Nesta perspectiva não se pode perder de vista a diversidade de realidades que poderão se apresentar num determinado espaço de relações que são humanas, por isso mesmo multifacetadas e profundamente marcadas pela subjetividade o que, em hipótese alguma, significa dizer que o pesquisador não tenha clareza de seus objetivos, nem um plano de trabalho delineado, muito menos dispensa o rigor inerente ao trabalho que se pretende científico. Trata-se, simplesmente, de alertar que processo só pode ser pensado e vivenciado enquanto processo, portanto traz a flexibilidade enquanto fundamento.
Description: Biblioteca Luiz Henrique Dias Tavares
URI: http://www.bdae.org.br/dspace/handle/123456789/369
Appears in Collections:Educação e Relações Étnico-Raciais

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