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Título: EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: IMPLICAÇÕES DA ESCOLARIZAÇÃO BÁSICA NOTURNA E TARDIA
Autor(es): MASCARENHAS, Angela Cristina Belém
SILVA, Suely Dos Santos
Palavras-chave: EDUCAÇÃO E TRABALHO;POLÍTICAS COMPENSATÓRIAS;ESCOLARIZAÇÃO
Data do documento: 2005
Editor: UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Resumo: ESTA PESQUISA , LIGADA À LINHA DE PESQUISA EDUCAÇÃO, TRABALHO E MOVIMENTOS SOCIAIS, INVESTIGOU O PROGRAMA DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS, NÍVEL MÉDIO DO COLÉGIO ESTADUAL EMÍLIA FERREIRA DE CARVALHO, EM JATAÍ-GO. AS OPINIÕES TANTO DOS ESTUDANTES QUANTO DOS PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS, DEMONSTRAM QUE NA PRÁTICA, OS RESULTADOS DESSE TIPO DE ESCOLARIZAÇÃO DESTINADA AOS QUE NÃO TIVERAM ACESSO À ESCOLA OU NÃO CONCLUÍRAM OS ESTUDOS NA IDADE ADEQUADA, É INEFICAZ. ESSA INEFICÁCIA OCORRE PELA IMPROVISAÇÃO GERADA PELA FALTA DE ESTRUTURA E DE RECURSOS FINANCEIROS. DESVENDAMOS QUE A LÓGICA DESSE TIPO DE POLÍTICA GERA AÇÕES PONTUAIS E SE DESTINAM A OBJETIVOS E CLIENTELA ESPECÍFICOS. A REDE DE ENSINO REGULAR NÃO TEM CONSEGUIDO GARANTIR ACESSO E PERMANÊNCIA DA CLASSE TRABALHADORA E UTILIZA AS POLÍTICAS COMPENSATÓRIAS PARA QUE ELA INGRESSE NO MERCADO DE TRABALHO, MAS NÃO A PREPARA PARA TAL. POLÍTICAS E PROGRAMAS DESSA NATUREZA NÃO TOCAM NA ESTRUTURA DO SISTEMA E, PORTANTO, NÃO GARANTEM A INSERÇÃO DO EGRESSO DA EJA NO MERCADO DE TRABALHO. NOS ÚLTIMOS 50 ANOS, A INDUSTRIA E O COMÉRCIO UTILIZOU RECURSOS TECNOLÓGICOS QUE ELIMINA CONTINUAMENTE POSTOS DE TRABALHO. NA EJA, O ESTUDANTE NÃO TEM ACESSO A ESSAS INOVAÇÕES, E SEUS EGRESSOS AMPLIAM O CONTINGENTE DE RESERVA QUE GARANTE OS BAIXOS SALÁRIOS E A INSTABILIDADE DE QUEM ESTIVER EMPREGADO, A POLÍTICA DE COMPENSAÇÃO NÃO TEM EVITADO QUE SEJAM ALIJADAS DO DIREITO DE TER EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, DE CONSEGUIREM TRABALHO DIGNO E DE SEREM AUTÔNOMOS. NA VERDADE, A EJA, POR SUAS CARACTERÍSTICAS DE ALIGEIRAMENTO DOS ESTUDOS E SUPERFICIALIDADE, ACABA POR SE CONSTITUIR EM UM SISTEMA PARALELO DENTRO DO OFICIAL E SE ENQUADRA NA LÓGICA QUE SE PROPAGOU NA ÚLTIMA DÉCADA NO BRASIL, CONSOLIDAÇÃO DE UMA ECONOMIA DEPENDENTE. UM SISTEMA DE ENSINO PARALELO PARA OS TRABALHADORES CONFIRMA, APESAR DAS REFORMAS NA EDUCAÇÃO, A CONTINUIDADE DA CONCEPÇÃO BURGUESA DE ESCOLA E, CONTINUA A NÃO POSSIBILITAR ACESSO E SUCESSO DOS POBRES AO SABER SOCIALMENTE PRODUZIDO. A CLASSE TRABALHADORA TEM CADA VEZ MAIS ENCONTRADO RESTRIÇÕES PARA CONSEGUIR VAGAS DE EMPREGO/OCUPAÇÃO. NÃO CORRIGIR AS DISTORÇÕES DO SISTEMA ECONÔMICO E ESCOLAR, FAVORECE A EXCLUSÃO, DE DIVERSAS FORMAS DE, CRIANÇAS, JOVENS E ADULTOS GERANDO UMA CONTÍNUA CLIENTELA A SER ASSISTIDA, COMPENSADA E INSERIDA . SENDO ASSIM, OS ESTUDANTES QUE CURSAM A EJA PERMANECEM EM DESVANTAGEM INCLUSIVE EM RELAÇÃO A QUEM CURSOU ESCOLA DIURNA E EM TEMPO REGULAR. SUA INSERÇÃO SOCIAL E NO TRABALHO CONTINUA LIMITADA, TORNANDO-OS CIDADÃOS DE SEGUNDA CLASSE , OU SEJA, A VERDADEIRA CIDADANIA CONTINUA SENDO-LHES NEGADA FORÇANDO-OS A CARREGAR O ESTIGMA DE MENOS CAPAZ.
Descrição: UFG
URI: http://www.bdae.org.br/dspace/handle/123456789/2056
Outros identificadores: Mestrado
EDUCAÇÃO
MISTO
Aparece nas coleções:Jovens, Escola e Trabalho

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