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Título: A VEZ E A VOZ DE ADOLESCENTES EM PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS À COMUNIDADE NA UFRGS: ATO INFRACIONAL E EDUCAÇÃO
Autor(es): CRAIDY, Carmem Maria
GONÇALVES, Liana Lemos
Palavras-chave: ADOLESCENTE;MEDIDA SÓCIO-EDUCATIVA;ATO INFRACIONAL;EDUCAÇÃO
Data do documento: 2002
Editor: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Resumo: ESTE TRABALHO APRESENTA A VOZ DE ADOLESCENTES EM CONFLITO COM A LEI VINCULADOS AO "PROGRAMA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS À COMUNIDADE DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL" E OBJETIVA COMPREENDER O PROCESSO QUE OS LEVOU À PRÁTICA DE ATOS INFRACIONAIS.PARA TANTO, PRIVILEGIOU-SE O CONTATO COM JOVENS DO GÊNERO MASCULINO QUE POSSUEM ENVOLVIMENTO COM O MUNDO DO CRIME, PERTENCENTES ÀS CLASSES POPULARES, SITUADOS NA FAIXA ETÁRIA DOS 12 AOS 21 ANOS. BUSCOU-SE ANALISAR E ENTENDER A FORMA DE SER DESSES SUJEITOS, A PARTIR DO ESTUDO DE SUAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS, SOCIAIS, AFETIVAS E SEU NÍVEL COGNITIVO, LEVANDO-SE SEMPRE EM CONSIDERAÇÃO AS PROBLEMÁTICAS MAIS EVIDENCIADAS, A RECORRÊNCIA DE FATOS E A REPETIÇÃO DE INFORMAÇÕES. QUANDO OS JOVENS FALARAM SOBRE FAMÍLIA, FOI POSSÍVEL CONSTATAR NOS RELATOS MUITOS FATOS QUE DEMONSTRAVAM A EXISTÊNCIA DE FAMÍLIAS VULNERÁVEIS QUANTO À FALTA DE DIÁLOGO, AO ENVOLVIMENTO EM ATOS INFRACIONAIS, À AUSÊNCIA DA FIGURA PATERNA, ÀS CONDIÇÕES DE POBREZA E MISERABILIDADE, À VIOLÊNCIA PRATICADA E PRESENCIADA NO PASSADO E NO PRESENTE, ETC. A ESCOLA APARENTOU NÃO TER MUITO SIGNIFICADO NA VIDA DOS SUJEITOS DA PESQUISA E POUCOS ACREDITAM QUE ELA PROPORCIONE FUTURAMENTE TRABALHO OU ALGUMA OUTRA FORMA DE ASCENSÃO.OS JOVENS DEMONSTRARAM O DESEJO DE TRABALHAR, MAS O TRABALHO APARENTOU SER ALGO INACESSÍVEL, UMA REFERÊNCIA ESVAZIADA COMO SIGNO DE RECONHECIMENTO ATUAL OU FUTURO. OS CURSOS PROFISSIONALIZANTES OFERECIDOS AOS JOVENS EM "SITUAÇÃO DE RISCO" E/OU EM CONFLITO COM A LEI, DEMONSTRARAM NÃO TER MUITA UTILIDADE, NA MEDIDA EM QUE A MAIORIA DOS JOVENS APRENDE POUCO E CONTINUA DESEMPREGADO APÓS O TÉRMINO DO CURSO. A COMUNIDADE QUE, SEGUNDO OS JOVENS, É ESQUECIDA PELOS GOVERNANTES E PELA SOCIEDADE, ACABA SENDO O LOCAL QUE OS ABRIGA. A VIOLÊNCIA POLICIAL CAUSA REVOLTA NOS JOVENS E OCASIONA O ÓDIO PELOS POLICIAIS. A DROGA APARECEU COMO VÁLVULA DE ESCAPE PARA SOLUCIONAR OS PROBLEMAS DOS JOVENS, TAIS COMO: SENTIMENTO DE DOR E DE ABANDONO PELO DESCASO DA FAMÍLIA, DO GOVERNO OU DA SOCIEDADE; FALTA DE CORAGEM E MEDO DIFUSO; RECEIO DE ENFRENTAR OS PROBLEMAS DA VIDA; SENTIMENTO DE EXCLUSÃO E/OU BUSCA DE CORAGEM PARA COMETER ATOS INFRACIONAIS. CABE RESSALTAR QUE AINDA QUE NÃO SE POSSA REDUZIR AS CAUSAS DO CRIME COM ÀS CONDIÇÕES SÓCIO-ECONÔMICAS, TEMOS QUE RECONHECER QUE HÁ UMA CORRELAÇÃO ENTRE ELES. AINDA QUE A PRÁTICA DE ATOS INFRACIONAIS EXISTA EM TODAS AS CLASSES SOCIAIS, ELA VARIA NAS SUAS CARACTERÍSTICAS EM FUNÇÃO DA ORIGEM SÓCIO-ECONÔMICA E CULTURAL DO JOVEM. AO ABORDAR A QUESTÃO DO "MUNDO DO CRIME" PERCEBI QUE A REVOLTA DESSES JOVENS APARENTOU SER UMA FORMA DE LUTA POR RECONHECIMENTO E NÃO SOMENTE UM RESSENTIMENTO ÀS DESIGUALDADES A QUE SÃO SUBMETIDOS DIARIAMENTE. A ENTRADA NO CRIME FOI PARA MUITOS JOVENS O ÚNICO CAMINHO ENCONTRADO PARA A OBTENÇÃO DE RECONHECIMENTO E RESPEITO. VIVENDO O PRESENTE INTENSAMENTE, NO MEIO DAS ADVERSIDADES, VIVEM EM RISCO E ENTRANDO PARA O CRIME, ANTECIPAM O RISCO.
Descrição: BIBLIOTECA SETORIAL DE EDUCAÇÃO
URI: http://www.bdae.org.br/dspace/handle/123456789/1404
Outros identificadores: Mestrado
EDUCAÇÃO
EXCLUSIVO
Aparece nas coleções:Adolescentes em Processo de Exclusão Social

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